“A lua é o imenso relicário do céu, onde Deus todas as noites delicadamente nina a luz do dia.” (Lu Tostes)

domingo, 4 de março de 2012

A fluidez do tempo...




     Se o tempo transforma e desfaz tantos laços, também nos entrega a sensata constatação de que não vale a pena lutar pelo que cumpriu lindamente seu papel e ficou no passado.
   Já não somos os mesmos de segundos atrás e não há por que perpetuar tudo aquilo que segue... e que se isenta de culpas, porque é da natureza da vida o eterno movimento.
     Natural dos belos laços é a saudade, onde nos reencontramos no melhor do que vivemos... e que já não existe mais. Porque se foi um daqueles cor de rosa, bem de menina, eu ficava mais bonita com ele por perto. 
     Hoje apenas sigo na fluidez do tempo... de um modo incompleto, com uma lembrança feliz e um sorriso um pouco mais triste.


Lu Tostes







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quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Nem só de risos



   Se me faço noite
   e perco 
   todas as estrelas 
   de mim,
   assim
   também me revelo.


   É do escuro profundo
   que a luz liberta
   cada cor.


   Lu Tostes






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quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Calmaria



     Pelo canto da sala,
     o vento mudo
     traz a luz da lua.

     Lu Tostes





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