“A lua é o imenso relicário do céu, onde Deus todas as noites delicadamente nina a luz do dia.” (Lu Tostes)

sábado, 25 de junho de 2011

Parábola



   Em livre terra 
   de passarinho,
   horizontalidade demais
   sempre cansa.


   É preciso subir alto no azul
   e perceber-se luzindo o amarelo
   para sentir o vento bom 
   da descida.


   Até que seja 
   chegada a hora
   de finalmente repousar 
   no jatobá, no baobá, no pessegueiro...
  
   Lu Tostes








Imagem: www. weheartit.com

Um comentário:

  1. .

    Olá, dona querida!

    Saudades de ti e dos dos teus cantinhos encantados. (Te mandei email.)

    Voar azul, resplandecer de sol... extasiar-se...
    até, enfim, chegar ao momento do repouso, na árvore que lhe dará abrigo.

    Seu poema me fez lembrar o Manoel de Barros; por quem, você sabe, tenho verdadeira adoração.

    Um trechinho do Manoel, especialmente para a também poetisa da natureza: (e que bela poetisa você está me saindo, hein!) Estou amando tudo por aqui.


    "O poeta é promíscuo dos bichos, dos vegetais, das pedras. Sua gramática se apóia em contaminações sintáticas. Ele está contaminado de pássaros, de árvores, de rãs."

    Beijo enorrrme... e meu sempre carinho.

    PS: Precisando falar muito contigo.


    .
    .

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